quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mas isso não nos interessa não é mesmo?

    Nosso dia a dia é repleto de preocupações como no decorrer da nossa rotina com faculdade, trabalho, academia, contas a pagar e outras coisas mais. Eu acredito que você possa ter uma rotina muito semelhante ou até igual e entende que mesmo quando ha um tempo livre para sair dessa rotina, ainda existe a preocupação de como aproveitar ao máximo esse descanso, como aproveitar ao máximo essa injeção de morfina na sua corrida incessante para alcançar seus objetivos.
    Em meio a nosso percurso de um destino de preocupação a outro, passamos de modo natural e despercebido por seres capazes de excluir suas próprias presenças, de modo a ser uma habilidade que os tornam praticamente invisíveis. Acredito que você até já teve a oportunidade de estar perto de um desses indivíduos desconhecidos perante a sociedade, em lugares muito comuns como em baixo de viadutos, perto de praças ou até mesmo em ruas bem movimentadas.
    Apesar de não os enxergamos, nossa sociedade tem diversas maneiras para denominar esses seres do nosso cotidiano e creio que a forma mais conhecida é como "moradores de rua", mesmo existindo outras maneiras mais informais usadas. Por mais chocante que isso possa ser para você, esses personagens incomuns a nossa mídia, são iguais a nós, mas com preocupações de natureza muito mais simples como sobrevivência e quem sabe também um pouco de amizade na sua forma mais simples. São iguais até no nosso jeito de cometer erros na vida e na semelhança de guardar boas lembranças e se possível, esquecer as ruins.
    Tenho certeza que caso lhe surja à oportunidade de trocar algumas palavras com essas pessoas, muitas vezes despercebidas por nós mesmo quando cruzamos seus caminhos, você se surpreenderá com a visão deles sobre o mundo, mas talvez meu amigo, nos falte um pouco de humildade para notar as maravilhas escondidas em lagartas, que dispõem da capacidade de se transformarem em borboletas quando oportunidade aparece.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Vivendo diversas vidas

    Adoro livros e me encanto por histórias construídas por palavras, de forma que expressem exatamente o que o autor quer dizer ou cheguem o mais perto disso possível. Isso me maravilha pelo simples prazer de ser levado a viajar em um mar de páginas e quando percebo, não mais nesse mundo estou, mas visito terras longinquas do imaginário excepcional do ser humano, onde não ha medo de sonhar e ir além dos limites desse mundo que conhecemos.

    Se você pudesse construir o seu próprio mundo, e todo esse poder estivesse em suas mãos, dependendo apenas da pura vontade e liberdade de sonhar com seus alicerces e suas fundações, você teria a coragem para tal? As vezes nós desconhecemos a profundidade na diferença que a palavras podem causar. Um simples lápis, manejado por nossas emoções e desejos pode nos trazer até mesmo o que o dinheiro não ousaria dominar.
    O que mais me fascina são os mistérios por dentro do insconciente do ser humano. Tais mistérios que um dia qualquer possa despertar um gigante capaz de destruir barreiras, construir pontes para o inacançavel e até guia-lo por caminhos jamais antes aventurados pelos homens. Sortudo é aquele que sabe usar as palavras para pavimentar seu caminho, mas quem sabe, talvez não se trate de usarmos as palavras e sim, de sermos usados por elas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ser e dizer

     A palavra só alcança seu real significado uma vez que é bem usada e no momento certo. Posso pensar em inúmeras frases de efeito prontas para diversas situações, mas procurar expressar seus sentimentos através de palavras no momento em que elas são necessárias e de forma compreensível, esse sim é o real poder da palavra.
     É fácil aprender meios de discursos retóricos nos quais você consegue fantasiar as palavras de modo que elas pareçam reais, iludindo seu público e é nesse momento que entra a atitude, aquilo que sela a palavra proferida, aquilo que mostra a verdade por trás do que você diz. O modo mais simples de reconhecer a mentira nas palavras de uma pessoa é observando suas atitudes. Se você diz ir para a esquerda, mas for para a direita, sua palavra vai ser em vão e vai ser claro sua verdade. Aqueles, e somente aqueles, que andam na verdade não precisam se preocupar se suas atitudes condizem com o que sua boca profere, pois é natural, notável em sua existência e tão diferente de seres que buscam iludir para suprir sua ganância. Sim, a ganância, fonte irrefutável de cobiça por status, riquezas ou poder, sendo que sua busca contraria a própria sobrevivência do ser humano uma vez que ele destrói seu próprio mundo em uma vontade insaciável de obter o que não existe.
     Se existe um tipo de ganância que as pessoas deveriam ter seria a de fazer o bem uns aos outros de forma que nos ajudaríamos a ser felizes e lutaríamos para impedir que alguém fosse infeliz, já imaginou a possibilidade?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Você vai notar aonde for

     Eu acredito na bondade das pessoas, ainda que a maioria delas tenham se esquecido dessa qualidade.
    Já vi pessoas, aparentemente pobres, serem exemplarmente educadas com desconhecidos, enquanto outras, que demonstram pertencer a uma boa família socialmente falando, nem ao menos dão sua atenção para ajudar alguém. Não pretendo fazer uma analogia clichê de valores entre o rico e o pobre, mas dar exemplos de que o modo que as pessoas se tratam são independentes de qualquer classificação social ou cultural.
    Eu costumava entender uma fórmula simples na minha cabeça, que se você tratar uma pessoas bem, por consequência e resposta ela também vai te tratar bem, mas em vez disso quando você trata uma pessoa bem, ela vê você como inferior, aproveitando mais ainda da sua disposição em ajudar. Nesse ponto, alguém pode vir a me dizer que existem exceções e sim, acredito piamente que existam mesmo. Se não fosse por essas exceções, seria muito mais comum no nosso dia a dia ver gente passando fome, vítimas de desastres naturais perderem suas esperanças ou pessoas desistindo da sua vida por não encontrarem felicidade por onde passam.
    O problema é que essas exceções são muito poucas, cada vez mais difíceis de serem encontradas e sua importância fica notável a cada dia que passa nas nossas rotinas diárias.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Já parou para pensar em você?

    Eu creio que existe dois motivos que move uma pessoa, seus sonhos ou seus medos. Conheço pessoas jovens que desistiram dos seus sonhos por medo de falhar ou perder aquilo que já conquistou.
    Uma vez que alguém desiste de sonhar, ela passa somente a viver, no seu significado mais simples do verbo, deixando para trás toda a felicidade e sentido da vida, passa a ser escravo de uma ilusão de segurança guiada pelo medo. Procuramos encontrar a culpa dos nossos fracassos e do que nos impede de evoluir, esquecendo que o poder de fazer mudanças está em nós mesmos o tempo todo. O triste é que muitos só entendem isso quando chegam ao final da vida, e percebem que não há como voltar atrás, não há segundas chances, muito menos podem começar de novo.
    Eu posso até parecer meio pessimista, mas ainda assim, eu acredito que nesse exato momento, alguém em algum lugar está alcançando seu sonho. Você escolhe como viver, vai ser pelos sonhos ou pelos medos?